quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Rotatividade de pessoal alta?!?!! Leia o que um especialista tem a dizer...

GESTÃO

Especialista fala sobre rotatividade em empresas. O que você pensa, pode estar errado!

A rotatividade de bons profissionais no mercado de trabalho é grande. Cada vez mais, a busca não é só por um bom salário ou uma boa posição: a qualidade de vida é fundamental no ambiente corporativo. O Noticenter conversou com Giovana Tensini de Aguiar, consultora da SBA Associados e responsável pela pesquisa de clima organizacional com diversas empresas brasileiras, para saber o quê, então, gera mudanças entre as companhias. 
Ela diz que geralmente os fatores de satisfação podem ser comparados a um iceberg: a maioria das companhias enxerga só a parte visível, mas o problema geralmente está na base do trabalho. "São coisas simples, que acabam fazendo toda a diferença na hora de mudar de empresa ou emprego", comenta ela. 

"Se o funcionário estiver satisfeito e outro local oferecer mais, ele não vai", afirma Giovana. A nossa pergunta, então, foi: o que fazer? 

A especialista em clima organizacional da SBA Associados fez, a pedido do Noticenter, um panorama geral dos principais pontos de insatisfação dos funcionários. Veja quais são e busque saber se sua empresa atende a esses quesitos.

O BÁSICO

Giovana explica que os fatores básicos de saúde são, surpreendentemente, os campeões em reclamações. "Muitas empresas não entendem que dar aos funcionários condições dignas de alimentação e higiene não precisa ser encarado como uma obrigação, mas como um investimento em produtividade", diz ela.

Neste quesito, a especialista destaca a alimentação. "Os restaurantes empresariais não têm mais um preço elevadíssimo, como se pensa. E além de tudo, eles ainda oferecem serviços de monitoramento e acompanhamento dos pratos e lanches servidos", diz ela. A limpeza de banheiros, do ambiente de trabalho e da cozinha também são fundamentais. "É um clichê dizer que passamos mais horas no trabalho do que em casa, com a nossa família. Mas é a realidade. Então, precisamos de um ambiente iluminado, limpo e sadio para os nossos dias", complementa. 

Nas pesquisas realizadas por Giovana, algumas empresas apontavam os benefícios financeiros que davam a seus colaboradores como grandes diferenciais quando, no entanto, registravam alta rotatividade por pecar em itens básicos e simples do dia-a-dia. 

SEGURANÇA

A segurança é outro item importante e que por vezes passa despercebido. E fica longe apenas do chão-de-fábrica. "Não se fala de equipamentos de segurança, necessários e assegurados por lei", pondera Giovana. Os focos de insatisfação são outros: ergonomia e situações de risco.

Quanto ao primeiro, há uma grande preocupação com doenças relacionadas ao ambiente de trabalho. "Falta de iluminação adequada e acompanhamento ergonômico da disposição de mobiliários e equipamentos são focos principais focos", comenta Giovana. Por isso, atividades relacionadas à ginástica laboral tem grande aceitação entre os funcionários.

Já as situações de risco compreendem, por exemplo, um incêndio. "As pessoas não se sentem seguras sobre como agir se acontecer algo nesse sentido. Há indicações de caminhos a seguir, extintores e treinamentos a respeito? Geralmente não", diz a especialista. 

SOBRECARGA DE TRABALHO

Horas-extras, cobertura de férias, projetos de final de semana. Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu esses termos. A sobrecarga desregulada de trabalho é também uma das campeãs em insatisfação. "E não são só situações como essa que geram sobrecarga. Horários apertados de almoço são um ótimo exemplo disso", diz Giovana.

RECONHECIMENTO

Primeiro, desvincule reconhecimento a salário. Este é um conselho de Giovana. "O dinheiro é importante, sim. Mas o que falta para muitas empresas é estabelecer políticas que valorizem a dedicação de cada funcionário, seja com um plano definido de cargos e salários ou quaisquer outros tipos de incentivos", diz Giovana. 

Outro ponto importante são os desafios que cada empresa, dentro de cargos específicos, oferece aos seus funcionários. "Ninguém gosta de realizar o mesmo trabalho por anos e anos a fio", afirma Giovana. "Muitos funcionários se desiludem com empresas que além de não oferecem possibilidade de crescimento profissional, não estimulam os funcionários através de novas possibilidades de trabalho", complementa. Ela sugere treinamentos e cursos como fundamentais nesse processo. 

COMUNICAÇÃO

Muitos dos problemas interpessoais são resultado de falhas na comunicação. Este é um dos fatores também recorrentes nas pesquisas. "Neste quesito, a principal insatisfação é quanto a ausência de feedbacks para os funcionários. Todos querem saber de que forma estão desempenhando seu trabalho e como melhorá-lo", comenta Giovana.

Outra reclamação que aparece em grande parte dos resultados é sobre a dificuldade de comunicação quando a relação de poder entre os funcionários torna-se ostensiva. "Ouvimos, por exemplo, que um gestor teme o cargo e por isso não dá voz aos seus comandados. Isso não pode acontecer de forma alguma", diz a pesquisadora. Avaliações e acompanhamentos desse tipo de situação também precisam ser considerados. 

As greves de funcionários também apontam como causas questões salariais e de estrutura de trabalho, mas muitas delas, segundo Giovana, poderiam ser evitadas se as empresas mantivessem um canal de comunicação aberto com seu público interno. "Não só para ouvir ou falar, mas para discutir e debater sem medidas drásticas", conclui. 

IMAGEM DA EMPRESA

"Fizemos pesquisa de clima organizacional em uma empresa de uma pequena cidade e descobrimos que os funcionários de uma fábrica tinham benefícios no comércio e no crédito que outros não tinham. A partir daí ficou comprovado como a imagem da companhia perante a sociedade pode mudar a realidade de seus colaboradores", conta Giovana. 

Ela diz que este exemplo é uma boa ilustração de como a solidez de uma companhia pode ser um índice de satisfação ou insatisfação no trabalho. "Certamente, mesmo com menores salários, se pudesse optar o melhor funcionário ficaria com a empresa melhor posicionada. Há, sim, outros benefícios além do que a empresa pode oferecer", diz a especialista da SBA.

INTEGRAÇÃO

Há empresas que consideram eventos de final de ano e aniversário da companhia como integração entre os funcionários. Mas não é esse o foco principal das reclamações. "Muitos funcionários não sabem quem trabalha na sala ao lado. Possibilitar essa integração para que as pessoas se conheçam é uma coisa que poucas companhias fazem e, por isso, está entre a frequentes insatisfações", diz Giovana.

Aproveitar espaços como refeitórios e áreas ao ar livre para disponibilizar um ambiente confortável e propício para a troca de ideias entre os colaboradores é uma saída simples, que resolveria o problema. "As áreas comuns das empresas são pouco aproveitadas porque geralmente não trazem estrutura para esse integração, que é mais barata e eficiente do que tentar forçar o convívio através de consecutivos eventos", esclarece.Matéria publicada em 11/02/2009

Fonte www.noticenter.com.br

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

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